(11) 2577-3160 [email protected]

ENSAIO CPT E CPTU

ENSAIO CPT E CPTU

Os ensaios de penetração do cone com medida de poropressão são considerados internacionalmente como uma importante ferramenta de prospecção geotécnica. No Brasil, o método é normatizado pela ABNT- NBR 12069/91 – Solo – Ensaio de penetração de cone in-situ (CPT).

O método consiste em cravar no terreno uma ponteira cônica (60° de ângulo de abertura) a uma velocidade constante de 20 mm/s. A penetração do cone é realizada com a utilização de um equipamento de cravação, devidamente ancorado no solo ou com peso de reação suficiente para a realização do ensaio. As leituras dos ensaios são efetuadas a cada 2 cm de profundidade e as informações coletadas são as seguintes:

 

  • Resistência à penetração da ponta (qc);
  • Resistência por atrito lateral (fs);
  • Poropressão u2, utilizando-se um elemento poroso de bronze, localizado na base do cone;
ensaio-cptu

ENSAIO CPT

 O ensaio CPT consiste na cravação estática lenta de um cone mecânico ou elétrico que armazena em um computador os dados a cada 20 cm. O cone alocado nesta bomba hidráulica é penetrado no terreno a uma velocidade de 2 cm por segundo. O próprio equipamento, por ser hidráulico, crava o cone no terreno e funciona como uma prensa. Depois de cravado, ele obtém os dados de forma automática e o próprio sistema captura os índices e faz o registro contínuo desses dados ao longo da profundidade. Esse método de investigação do solo fornece:

  • a resistência de ponta (qc);
  • a resistência do atrito lateral (fs);
  • a correlação entre os dois (Fr, medida em %)  – que permitem a identificação do tipo de solo.

Equipamento:  O equipamento hidráulico deve ser colocado no canteiro. Esse equipamento deve estar acoplado a um caminhão e, portanto, será necessário espaço suficiente . O cone que será cravado no solo poderá  ter uma ponteira elétrica ou mecânica;

Posicionamento da ponteira de cravação: Deverá estar na vertical, para que o eixo da composição dos tubos externos coincida com o da aplicação de esforços;

Execução:  Já com a ponteira cravada no solo, a penetração atingirá uma profundidade de 2 cm por segundo. O sistema captura os índices.

Quantidade de registros: O valor referente a cada componente de resistência de interesse deverá ser documentado, no mínimo, a cada 20 cm de avanço da ponteira;

Quanto à profundidade da ponteira:  Deverá ser observada e medida  a cada novo registro;

Quanto aos resultados:  Todos os dados do que foi executado durante o ensaio devem ser apresentados. Dessa forma, no relatório deverão constar:

  • descrição dos trabalhos;
  • descrição da aparelhagem;
  • apresentação do resultado de aferição do sistema de medição dos esforços;
  • planta de locação detalhada dos pontos apresentados em escala – contendo dados planialtimétricos e gráfico dos valores de componentes de resistência em função da profundidade e em escala apropriada para ensaio cone (resistência de ponta), para ensaio de cone-atrito (resistência de ponta e atrito lateral local).